quarta-feira, 4 de março de 2009

Para pensar: A carroça vazia



Por Pedro Mello 03/03/2009 - 19:30
Aqui vai uma ótima estorinha que recebi do Marco Militelli alguns meses atrás e guardei para colocar aqui no blog.

Num momento de tensão por todos os acontecimentos econômicos que assolam o mundo, vale a pena parar para refletir com quem você está lidando em seus negócios todos os dias. Acredito que essa estória possa ajudar nesse sentido, dando toques importantes para sabermos separar um pouco mais o joio do trigo.

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele sentou numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos passaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, é uma carroça vazia ...
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, e muito fácil saber que uma carroça esta vazia por causa do barulho.
- Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar o outro), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar que e a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

- Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...


(autor desconhecido)

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terça-feira, 3 de março de 2009

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Pacote habitacional terá subsídio e garantia anticalote, segundo construtores

03/03/09 - 17h33 - Atualizado em 03/03/09 - 17h40

Vice-presidente de entidade de construtoras se reuniu com Dilma Rousseff. Ele defendeu redução de impostos para construção de moradias populares.
Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília
O vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Adalberto Valadão, disse nesta terça-feira (3), ao sair de uma reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o governo já definiu alguns pontos sobre o pacote de habitação que deve ser lançado nesse mês. O objetivo do governo é construir um milhão de moradias até 2010. “O governo já definiu que haverá subsídios para aquisição desses imóveis de forma decrescente para famílias com renda em um e dez salários mínimos. As famílias com menor renda terão mais subsídios”, disse Valadão, sem revelar valores. Segundo ele, o governo também já decidiu que criará um fundo garantidor para diminuir a inadimplência no pacote. “Eu não sei o valor do fundo garantidor, mas sei que o governo já se definiu pela criação. O fundo poderá ser acessado por aqueles financiadores que perderem o emprego e ficarem sem condições de pagar as parcelas. Nesse caso, o fundo cumpriria o contrato temporariamente e as parcelas seriam acrescidas ao final do financiamento total”, explicou Valadão. Em entrevistas recentes, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o fundo seria de R$ 500 milhões e que os recursos viriam majoritariamente do Orçamento Geral da União. A CBIC pede ao governo que crie também um regime tributário específico para o programa. Na avaliação de Valadão, isso permitiria a construção mais rápida das moradias. Hoje, as construtoras têm o benefício de pagar uma cota única de imposto federal em seus empreendimentos, mas para isso precisam se enquadrar dentro do regime do patrimônio de afetação, que exige que o construtor não aplique recursos de uma obra em outro empreendimento. Essa alíquota, segundo Valadão, é de 7%. Para o programa, os construtores pedem que o governo federal baixe essa carga tributária para 1%. Eles querem também que os governos estaduais e municipais reduzam a incidência de ISS (Imposto Sobre Serviços), de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadores e Serviços). “Temos que trazer os governos estaduais e municipais para dentro dessa discussão”, disse Valadão. Ele afirmou que o governo ainda não se definiu ou sequer acenou com a possibilidade em relação às desonerações tributárias. Leia mais notícias de Economia e Negócios
Fonte: Globo.COM

Lula diz que setor de seguros no Brasil está blindado porque cumpriu lei

Lula diz que setor de seguros no Brasil está blindado porque cumpriu lei
Segundo ele, no Brasil empresas investem mais em títulos de renda fixa. Ele citou as perdas da seguradora AIG anunciadas na segunda-feira (2).

Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (3), durante homenagem que recebeu da Confederação Nacional das Empresas de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), que o setor de seguros no Brasil está blindado da crise internacional por ter cumprido a lei.

Segundo ele, há muito tempo está proibida no Brasil a aplicação das empresas de seguro e previdência em títulos do mercado de “derivativos descasados”, o que blinda o setor.

“No Brasil, há muito tempo os derivativos descasados, que estão na origem de boa parte da crise que o mundo está atravessando, deixaram de fazer parte das aplicações da indústria de previdência aberta por força de lei”, disse.

Segundo o presidente, “os ativos garantidores das reservas técnicas das empresas de seguro já passam de R$ 200 bilhões". "A maioria desses recursos está aplicada em títulos da renda fixa da dívida nacional, mesmo com a permissão de se aplicar até 49% em renda variável", afirmou.

De acordo com o presidente, a política brasileira para o setor difere da adotada em outros países. "Nos Estados Unidos, a quase totalidade dos recursos está em ações, o que explica em parte o fenômeno como o ocorrido com a seguradora americana AIG, a maior seguradora do mundo, que ontem [segunda-feira] anunciou perdas de US$ 100 bilhões em 2008”, declarou.

Acidente com motos cresce 2000% desde 1990



Entre 2004 e 2008, a frota de carros no país passou de quase 25 milhões para 32 milhões, crescimento de 35%. Já a de motos, passou de seis milhões para 11 milhões, aumento de 82%.

Um acidente gravíssimo, nesta segunda, no Rio de Janeiro, voltou a levantar discussões sobre a insegurança do trânsito com o aumento do número de veículos nas ruas. Tanto de carros quanto de motocicletas. Um imenso engarrafamento. Foi o reflexo de mais um acidente com motos num viaduto do Rio de Janeiro. O Elevado do Joá tem dois andares. No começo da manhã, uma faixa da pista de cima tem a mão invertida para desafogar o trânsito. Segundo testemunhas, logo depois da mudança, um motorista, que é de São Paulo, trocou de pista e entrou na contramão. O carro atingiu três motos. Um dos motociclistas foi arremessado, caiu na encosta e morreu. Os outros dois motoqueiros e o motorista ficaram feridos. A convivência de carros e motos é difícil no mundo inteiro. Na Inglaterra, para diminuir os acidentes, a prefeitura de Londres decidiu permitir que motoqueiros usem as faixas exclusivas dos ônibus. O espaço também é dividido com táxi e bicicleta. A inclusão das motos ainda é uma experiência. Em São Paulo, a proposta de faixa exclusiva foi adotada há três anos apenas numa avenida. No Brasil, os números explicam a preocupação. Entre 2004 e 2008, a frota de carros no país passou de quase 25 milhões para 32 milhões, crescimento de 35%. Já a de motos, passou de seis milhões para 11 milhões, aumento de 82%. Um meio de trabalho, um transporte com preço mais acessível, uma forma de driblar os congestionamentos. São muitas as explicações para o aumento da frota, mas o lado negativo foi o aumento dos acidentes. Um número explosivo, muito mais que qualquer outro veículo. Em 1990, ocorreram 299 mortes em acidentes envolvendo motos. No último levantamento, em 2006, passou de 6,7 mil mortes, crescimento de mais de 2000%. “Quando saio de moto, tenho mais medo dos motoristas de táxis e ônibus, porque não respeitam”, afirmou o técnico em informática Marcelo Balisteri. “Eles ficam passando a gente com muita rapidez, entra na frente do carro e não dá nem tempo de você ver”, argumenta o taxista Marcone Rodrigues. O professor de engenharia de transportes da PUC-RJ Eugênio Leal defende a oficialização dos corredores entre carros, já usados pelos motoqueiros. “O carro sabe que mantendo a sua faixa vai dar espaço para a moto passar no meio. Em algumas vias isso é possível, mas teria que ser estudado adequadamente”. Para o motoboy Valter Figueiredo, a moderação deve ser a principal defesa no trânsito. “Tem que ir numa velocidade aceitável. Se tiver um problema, você pára a tempo e o resto é a sorte, Deus”.

Em depoimento à polícia, o motorista que bateu em três motos, no Rio, disse que se assustou quando um dos motoqueiros tentou passar entre as duas faixas e, por isso, teria perdido a direção e batido também nas outras duas motocicletas.

Fonte: O Globo 03.03.2009