segunda-feira, 24 de agosto de 2015

PALESTRA EM CUIABÁ - 04 de agosto 2015

04.08.2015 - Uma palestra para ampliar o foco dos corretores


Com mais de 35 anos de atuação no mercado dos seguros, acumulando experiências práticas e teóricas, o baiano Nelson Uzeda foi o palestrante desta semana no Sincor-MT, uma iniciativa realizada através de parceria com a Escola Nacional de Seguros. "Diversificação de carteira - uma questão de sobrevivência", foi o tema explorado por Uzeda.

Durante cerca de uma hora e meia, Uzeda explorou a temática anunciada, com auxílio de equipamentos, porém, valendo-se mais da espontaneidade e da sua cartilha pessoal, construída ao longo dessas décadas de trajetória, onde sempre se posicionou como um observador crítico da performance dos profissionais do setor, uma postura que lhe propicia diagnosticar e encaminhar possíveis soluções para que os corretores galguem degraus e evoluam em suas posturas e estratégias.

Ele falou para mais de quarenta pessoas, entre as quais, dirigentes sindicais, mantendo um bom ritmo, elucidando dúvidas e oferecendo dicas para evidenciar as qualidades profissionais. 

Uzeda elogiou a estrutura do Sincor-MT e o comprometimento dos colaboradores do Sindicato. Enfatizou que há vários anos vem viajando por todas as regiões brasileiras, difundindo e valorizando a cultura dos seguros, e que constata uma evolução no setor, entretanto, num ritmo lento.

Fonte : Sincor MT

terça-feira, 2 de junho de 2015

PALESTRA EM ARACAJU - ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE SERGIPE - ACESE









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Clube dos Seguradores da Bahia participa de debate sobre a
importância do Seguro Patrimonial

Salvador/BA, 6 de maio de 2015 - O professor titular da Escola Nacional de Seguros e diretor Financeiro do Clube
dos Seguradores da Bahia, Nelson Uzêda, foi o palestrante do Almoço de Negócios da Associação Comercial
 e Empresarial de Sergipe (ACESE) à convite do Sincor-SE e Sindseg BA/SE/TO. O evento foi realizado
 no dia 24/04, no Radisson Hotel, e na ocasião foi debatida com os participantes a importância do Seguro Patrimonial.

Para uma platéia que reuniu empreendedores do Nordeste, Uzêda esclareceu dúvidas a respeito das garantias

que o empresariado possui ao adquirir o seguro. “Quando se propõe a montar um negócio, além do risco financeiro,
 existe o risco material. Isso se resolve com um bom seguro”, explicou Nelson Uzêda.

Wladimir Torres, Presidente da ACESE, acredita que este tema está em alta. Segundo ele, muitos gestores ainda

 não visualizam o seguro como algo realmente importante, e isso o motivou a promover o encontro. “Trouxemos
essa temática por sentir a necessidade de contribuir para que os empresários tenham um estabelecimento mais seguro”,
 frisou o Presidente.

De acordo com o empresário e conselheiro da ACESE, Flávio Andrade, a palestra foi propícia para esclarecer as dúvidas

que rondam o mundo dos negócios. “Solicitei o seguro para que a minha empresa estivesse coberta caso acontecesse
alguma eventualidade”, pontuou Andrade.



56 anos de atuação no mercado
 O Clube dos Seguradores da Bahia comemora nesta quinta-feira (7), os seus 56 anos de atividade ininterrupta no Mercado Segurador Baiano. O marco será celebrado com um jantar e muitas homenagens, às 19h00, no Hotel Fiesta - Salvador/BA.
 Na ocasião, os participantes contarão também com a participação inédita do presidente da Tokio Marine,
Dr. José Adalberto Ferrara, que ministrará palestra para os convidados. São esperados mais de 200 profissionais de seguros.

FONTE : EDIEIA COMUNICAÇÕES

segunda-feira, 1 de junho de 2015

DIVERSIFICAÇÃO DE CARTEIRA DE SEGUROS



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Diversificar é preciso, afirma diretor do Clube
dos Seguradores da Bahia

O Diretor do Clube dos Seguradores da Bahia, Nelson Uzeda, fala sobre a importância dos corretores diversificarem suas carteiras.

 


Salvador/BA, 1 de junho de 2015 - Nos últimos 15 anos, o mercado segurador saltou de 1% para 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Para se ter uma ideia, o Mercado Brasileiro de Seguros encerrou o ano de 2014 com um Lucro Líquido de R$ 17,4 bilhões

Esse número, no entanto, pode aumentar visto que atualmente existem mais de 100 ramos de seguros, porém, o mercado se concentra em cerca de 10% desses ramos. O que traz prejuízos para a economia do pais e, em particular, para o segurado que não tem sua demanda atendida e o corretor que perde oportunidades de fazer negócios.

O Diretor do Clube dos Seguradores da Bahia e Professor da Escola Nacional de Seguros, Nelson Uzeda, acredita que a diversificação da carteira dos corretores é essencial para a mudança desse quadro. Segundo ele, ao diversificar a sua carteira, o profissional, além de agregar valor aos seus negócios, fideliza o cliente.

“A diversificação de carteira traz uma série de benefícios para o corretor, seus resultados e, acima de tudo, para o segurado, que encontrará sempre nesse profissional uma solução factível para seu pleito”, frisou Uzeda.

O especialista deixa dicas àqueles que pretendem expandir o campo de atuação:

  • Não pulverizar seus seguros em muitas seguradoras, pois isso dificulta a assimilação dos produtos e suas variáveis em cada companhia e exige do corretor maior tempo para essa ação;
  • Aproveitar a base de cliente e verificar as atividades fins e dos seus gestores, que muitas vezes têm outras ocupações e empresas paralelas;
  • Observar o mercado pela ótica do cliente;
  • E não priorizar apenas o ramo de automóveis em detrimento aos demais.

Para o professor, essa diversificação passa também pela atuação do corretor em outros campos que não a venda direta. Ele cita que esse profissional pode, por exemplo, prestar consultorias analisando as necessidades do seu cliente, as coberturas necessárias e fundamentais para garantir o risco exposto e principalmente a sua satisfação plena.

Uzeda lembra ainda que com o advento das novas tecnologias digitais, o corretor dispõe de ferramentas para melhor desenvolver essa "performance". Essas tecnologias, segundo

ele, devem ser aliadas do profissional de seguros para o seu processo de reciclagem e enquanto empreendedor.

 

FONTE : EDEIA COMUNICAÇÕES
 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Entrevista concedida ao CQCS :


Acidente com cantor embriagado mostra desconhecimento sobre Seguro


07/01/2015 / Fonte: CQCS | Sueli Santos



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Passadas as festas de fim de ano e conforme a polícia rodoviária de cada estado vai divulgando o balanço dos acidentes nas estradas é inevitável não lamentar as vidas perdidas e também a irresponsabilidade de alguns motoristas.


Uma das ocorrências que chamou atenção foi o flagrante do cantor sertanejo Renner que foi detido totalmente embriagado após bater o carro. O policial pergunta ao cantor se o carro tem Seguro e comenta: “já que tem Seguro, um prejuízo a menos…”. Lamentável constatar que as autoridades policiais também desconhecem o funcionamento do contrato do Seguro. Ora, apesar de o cantor ter o carro segurado, não está protegido contra atos imprudentes do motorista.


Na ocasião, a imprensa divulgou que Renner estaria com a carteira de motorista vencida desde 2010. Ou seja, ele não poderia estar conduzindo o veículo. O professor da Escola Nacional de Seguros, Nelson Uzeda lembra que o veículo pode estar segurado em nome de outra pessoa. “Se, por ventura ele fez o Seguro, a seguradora foi informada de que ele estava em situação irregular, se ele informa no perfil sua situação irregular, a seguradora não vai recusar o risco porque o veículo pode ser conduzido por outras pessoas”, afirma. O Seguro do carro pode ser feito por uma pessoa e o veículo ser conduzido por outra. Isso deve constar no perfil.”


Aí começa a surgir a importância do Corretor de Seguros. Na instrução do preenchimento do questionário o perfil. Ele é fundamental. Uma pessoa que não tenha habilitação pode contratar um seguro de automóvel para o veículo da família, por exemplo. Essa pessoa não precisa ser a condutora. Ela não precisa sequer ter carteira de habilitação. Ela vai indicar no perfil quem será o condutor principal. “No caso do cantor Renner, nós não sabemos quem foi apontado como o principal condutor do veículo no perfil. Ele estava com habilitação vencida e embriagado, não tem cobertura; e se for uma outra pessoa o condutor principal, o veículo também não tem cobertura”, aponta Uzeda.  Uma das cláusulas do Seguro de automóvel diz que estão excluídas da cobertura do Seguro ao veículo segurado quando conduzido por pessoas em estado de embriaguez ou qualquer droga alucinógena ou sonífera.


O Corretor Carlos Valle lembra que a contratação de um Seguro é para garantir um patrimônio que o Segurado não pode perder. “Sendo assim, além de apresentar as opções de coberturas que possam atender ao que o Segurado deseja, o Corretor tem obrigação de alertar o Segurado das causas e condições que o seu patrimônio não terá cobertura securitária”, diz ele.


O país avançou muito, mas muitas pessoas ainda insistem em descumprir as leis. É a certeza da impunidade. Ainda é muito comum ouvir histórias de segurados que sugerem alterações no perfil para tentar um custo menor do Seguro. Essa é uma prática errada e o Corretor de Seguros deve estar muito atento para não ser conivente com isso.


Valle sugere exemplificar ao cliente situações e sinistros cobertos e negados, além das explicações lógicas sobre o funcionamento de um seguro, como a cobertura para terceiros em Danos Corporais que para ser aumentada de R$ 100 mil para 500 mil reais pode custar menos que R$ 100,00.  “É importante  alertar que o INSS está cobrando de alguns proprietários de veículos as antecipações de aposentadoria por acidentes principalmente nos caso de colisões de carros com motocicletas”, diz Valle.


A prisão do cantor Renner deixa dois grandes ensinamentos:
  1. Os Corretores de Seguros ainda têm um longo trabalho pela frente para divulgar a cultura do Seguro na sociedade brasileira;
  2. A certeza da impunidade, infelizmente, produz cenas como a prisão do cantor. O caminho ainda é longo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

COMO DESCOBRIR A FRAUDE AO LIQUIDAR SINISTRO

Entrevista concedida ao site CQCS - 11/09/2014

Muitos sinistros são consequências de processos fraudulentos. Mas nem sempre é fácil encontrar provas e as seguradoras são obrigadas a pagar as indenizações. Para apurar melhor as razões que causaram o sinistro, é preciso analisar bem o perfil do segurado e do veículo, se for de automóvel. Esses procedimentos são essenciais na hora de averiguar a veracidade do sinistro, para isso as seguradoras contratam o sindicante. Segundo Nelson Uzêda, Professor da Escola Nacional de Seguros e Executivo da Excelsior Seguros, a figura do sindicante surgiu de uma necessidade das companhias de Seguros principalmente para esclarecer sinistros de caráter duvidosos. “Aqueles com indícios inequívocos de tentativa de fraude. Alguns segurados tentam obter benefícios ilícitos, ou seja, receber mais que o devido na maioria das vezes, e por isso a maioria das seguradoras, inicialmente, adotaram esse profissional nos seus quadros funcionais.” Essa função é de suma importância não somente para averiguar a veracidade dos fatos, como também para levantar possíveis fraudes nas provas. “Ele deve apurar a dinâmica do sinistro e fazer levantamentos com informações que permitam a seguradora efetivar sua liquidação de forma categórica, uma vez que deverá haver provas inequívocas da fraude constatada no evento reclamado pelo segurado, cuja prática criminosa, além de ser crime previsto em lei, prejudica todo mercado de seguros, elevando sua sinistralidade e taxas. Como hoje em dia as fraudes estão em alta, as seguradoras contratam esse trabalho de forma terceirizada. “Atualmente e em razão do elevado índice de sinistros com indícios de fraude as Seguradoras terceirizam essa atividade com empresas especializadas em investigação e detecção de fraudes em seguros denominados de sindicantes. Porém, para atuar como sindicante é preciso ter postura. “Deve ser discreto, sem constranger quem quer que seja para realização dos seus trabalhos, com integridade e ética. Essa é a forma adequada, porém, nem todos atuam com esse princípio, infelizmente. É preciso esclarecer que esse profissional não é chamado em todos os casos de sinistros, já que cada companhia de Seguro adota sua regra para ativar sua equipe de sindicância. “Geralmente eles são acionados nos sinistros ocorridos de forma duvidosa, intempestivos, ou não bem esclarecido ou narrado pelo segurado, exigindo da Cia de Seguros sua apuração mais detalhada e com pareceres categóricos, para que assim a mesma possa liquidar seu sinistro, o negativando ou pagando com provas incontestáveis. Uzêda diz que essa essas provas podem ser usadas também para defender a seguradora e/ou o Corretor. “Nos casos dos sinistros negativados servem de apoio ao seu setor jurídico, uma vez que alguns segurados, após receberem sua carta negativa, inconformados, recorrem ao judiciário e movem processos contra seguradora ou mesmo contra o Corretor ou ambos simultaneamente e, obviamente, eles devem estar categoricamente respaldados com documentos e provas incontestáveis da fraude apurada e manter de forma cabal a essa negativa em todas suas instâncias. Como por Lei, o sinistro deve ser liquidado em até 30 dias, a seguradora nem sempre espera o sindicante apurar os fatos. “O sindicante deverá ser ágil nos seus levantamentos sob pena de prejudicar a regulação e, neste caso, ultrapassado esse prazo legal sem a apresentação do seu relatório conclusivo, a seguradora poderá até mesmo ser obrigada a liquidar o sinistro com pagamento da indenização, mesmo com indícios da fraude.” Uzêda finaliza dizendo que a falta do cumprimento da Lei no país estimula a prática. “A sensação de impunidade no nosso país estimula essa prática tão prejudicial a sociedade como um todo, muito embora já estejamos com ferramentas institucionais para coleta e compilação dos dados necessários à geração com indicadores para prática das fraudes mais comuns no Mercado e com isso permitir ações conjuntas para seu combate

sexta-feira, 28 de junho de 2013

TUMULTO - SEU SEGURO ESTÁ BEM CONTRATADO ?



Nos últimos dias nosso Pais vem passando por um momento muito delicado. 
As pessoas estão indo às ruas, em regime de manifestação publica em quase todo País , se destacando São Paulo , Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul e outros de menores proporções como Salvador, Belém, Recife etc... . O motivo que desencadeou todo esse processo foi o reajuste das tarifas de transporte na cidade de São Paulo que foi majorada para R$ 3,20 ( que depois da pressao popular baixou para R$ 3,00 )  e daí tomou proporções que acreditamos ainda sejam controláveis.
A imprensa vem dando destaque às  cenas de depredação ao patrimônio Público, empresas privadas, transeuntes sendo roubados a todo instante, veículos incendiados  etc...   As lojas, bancos  que também tem sido alvo desses manifestantes radicais. Temos como exemplo uma revenda em Belo Horizonte praticamente destruída pelos vândalos , muito embora justifiquem se tratar de reação de insatisfação. A Policia vem dando resposta e tentando por todos os meios atenuar essas situações e o pânico tomou conta da população ordeira.
As manifestações continuam acontecendo quase que diariamente e sem previsão de encerramento ou mesmo uma trégua ao governo. Uma saída para esse público é o Seguro Tumulto, que garante os danos decorrentes de aglomeração cujas manifestações perturbem a ordem pública, com atos predatórios ou danosos ao patrimônio do segurado.
Tenho sido sido procurado no sentido de esclarecer o conceito de tumulto para fins de seguro e dos produtos disponíveis no mercado que pesquisamos no mercado temos como definição que Tumultos é a aglomeração de pessoas que por sua ação, perturbem a ordem pública, com prática de atos predatórios e para cuja repressão não ocorra a intervenção das Forças Armadas;
Geralmente na cobertura básica dos seguros Multirrisco para empresas em geral as garantias oferecidas são as seguintes: Incêndio, Queda de raio e Explosão de qq natureza. Outros produtos já contemplam incêndio decorrente de tumulto , não havendo portanto  necessidade de contratação de clausula adicional, muito embora caiba uma analise do risco exposto, uma vez que o tumulto pode desencadear outros eventos, como roubo, destruição de bens etc.... e neste caso a garantia básica incêndio decorrente de tumulto não vai contemplar
Existem um leque de produtos no mercado que atendem  as necessidades do segurado nesse tipo de situação que ora atravessamos como por exemplo :  Seguro de Tumultos, Motins e Demais Riscos de Ordem Pública , Greve, Lock-out e outros 
Podem ser indenizáveis também, e decorrentes dos itens mencionados o Desmoronamento;  Desentulho do local;  Danos materiais sofridos pelo segurado em conseqüência de riscos cobertos;  Danos materiais e despesas incorridas com medidas tomadas para reprimir ou tentar reprimir perturbações de ordem pública ou suas conseqüências, em greves, lock-out e tumultos e mais Atos dolosos; Quebra de vidros etc..

O seguro de tumultos pode ser contratado por apólice especifica, afinal temos no mercado diversos produtos neste segmento . Ou seja, nem sempre essa garantia é contratada como cobertura adicional nos ramos existentes .
Então fiquem atentos e mãos a obra!

Para os corretores de seguro essa é uma grande oportunidade de prestar um excelente serviço de assessoria. Crie na crise que o resultado é garantido!
  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SEGURO DPVAT - QUANDO UTILIZAR

Entrevista concedida a Radio Metrópole em outubro / 2012




DPVAT: Nordeste é a região que mais utiliza seguro; Saiba como e quem pode utilizá-lo

Publicado em 09.11 às 23h33 em Brasil Um levantamento feito pela seguradora Líder, encarregada de captar o sinistro e realizar o pagamento do seguro DPVAT, que prevê a indenização para pessoas envolvidas em acidentes com veículos terrestres, mostra que o crescimento da frota de motocicletas no Nordeste, de janeiro a setembro deste ano, tem aumentado substancialmente o número de vítimas no trânsito.

No período, a região concentrou a maior incidência de indenizações (30% do total nacional), a maioria delas na categoria de motocicletas (65% dos casos), ultrapassando a região Sul, que no mesmo período do ano passado era a líder no número de compensações financeiras para acidentados.

O agravamento do problema, no entanto, não se deu da noite para o dia: a evolução da frota de motos no Nordeste, em 11 anos, é também a mais expressiva do país. Saltou de 708 mil para 4,5 milhões de motocicletas entre 2000 e 2011, um aumento impressionante de 538%.

Para falar sobre a finalidade do seguro e mostrar como e quando ele pode ser requerido, o Metro1 entrevistou o professor da Escola Nacional de Seguros e Diretor do Clube dos Seguradores da Bahia, Nelson Uzêda. Ele explicou que o DPVAT, instaurado na Lei 6.194/74 do Código Civil, é um seguro obrigatório "que atende apenas aos casos que envolvem danos pessoais causados a terceiros por veículos automotores de via terrestre".


Direitos do acidentado

Segundo o especialista, a garantia abrange ainda quem foi atingido por carga transportadora, e pode dar direito a uma indenização de R$ 13,5 mil em caso de óbito (neste caso, os familiares recebem a quantia), e até o mesmo teto se o caso for de invalidez permanente. Já se houver apenas despesas hospitalares, a vítima pode receber no máximo R$ 2.700,00

"No caso da invalidez, o grau da mesma é o que vai estabelecer o percentual que vai ser aplicado em cima deste valor", esclareceu o professor, que ainda explicou como os familiares podem solicitar o seguro, em caso de morte ou impossibilidade de a vítima requerer a compensação: "Ele (familiar) deve procurar qualquer seguradora que faça parte do convênio. Porque, na verdade, o DPVAT é mantido por um convênio de seguradoras, sendo que aquela que liquida os sinistros, que atende os casos para poder então prestar um serviço ao público, chama-se seguradora Líder".

Sumiço do causador

Outro ponto importante citado por Uzêda é o caso da eventual desaparição do veículo que causou o dano. De acordo com o professor, a vítima, mesmo sem a identificação do infrator, tem direito a indenização, ainda que a mesma esteja irregular perante aos órgãos de trânsito, como estar dirigindo sem a carteira de habilitação ou embriagada, além de, é claro, ser pedestre.

"Às vezes as pessoas são atropeladas na rua e não conseguem a placa do veículo que causou o dano. Ainda assim, o DPVAT a indeniza. Por ser um seguro social, não importa se a pessoa que estava dirigindo era ou não habilitada, ou se estava ou não alcoolizada. Por ser de cunho obrigatório, a intenção é atender as vítimas, e não suprimir coberturas em função do estado que se encontrava o veículo ou a vítima. Diferentemente do seguro total de um carro, que se um cidadão estiver dirigindo embriagado, certamente a seguradora não irá indenizá-lo", elucidou, acrescentando que não existe nenhum modo de acionar o DPVAT em casos que não forem de acidentes automobilísticos.

Bilhete DPVAT

Para quem possui automóvel e não sabe onde se encontra o bilhete DPVAT, o professor Nelson explica. "Se o acidente for com vítima fatal, o familiar responsável deve utilizar o bilhete DPVAT. Esse bilhete, quando você compra o veículo e vai licenciá-lo no órgão responsável, se encontra no certificado do carro", indica.

Apesar da garantia, nem todas as pessoas conseguem a indenização. Segundo o especialista, as tentativas de fraudar o sistema de avaliação das indenizações são recorrentes, criando certa margem de recusas aos pedidos.

"Infelizmente, o DPVAT também sofre com as ações de pessoas que procuram utilizar benefícios que não correspondem. Recursos para tentar obter essa indenização de forma fraudulenta, e assim não irão conseguir o dinheiro", avisou, antes de salientar que as vítimas não precisam estar acompanhadas de um advogado ou algo parecido para darem entrada na ação. "Para a vítima fazer jus ao seu direito de receber o benefício, não precisa de um advogado, não precisa de nada disso. Basta se dirigir à seguradora Líder ou qualquer uma que faça parte do convênio. Ou até mesmo falar com o próprio corretor dela, no caso de ter carro, e pedir para orientá-la ou fazer frente na busca da indenização", finalizou.