quinta-feira, 19 de novembro de 2009

RISCO ESPORTIVO - FAMILIA EM RISCO



Como associar risco e uma familia.

Alguns anos atrás tive o prazer de conhecer uma familia muito especial. Especial por diversos fatores, quais sejam : Especial por estar em sintonia com a vida e com as pessoas ao seu redor, especial por saber amar o semelhante, especial por saber construir e cultivar o valor de uma boa e sincera amizade e acima de tudo especial por serem dotados de muita garra e determinação. Essa familia se chama Serravalle.




Temos nela, figuras que merecem destaque, a exemplo do meu genro Bruno que é uma figura ímpar e seu irmão Ricardo. Esses Bruno e Ricardo não são moleza não. Fazem acontecer, não esperam que aconteça. Ou seja, são belos exemplos de pessoas em risco constante e provocativos. Senão vejamos:


No caso do Bruno, está sempre desafiando o risco do tempo, buscando criar, produzir, ser empreendedor. Nas horas vagas pratica esportes radicais quer na terra, no mar ou no ar. E agora ele conta com um exiguo assistente chamado de Bruninho que adora o MAR, ou seja, já está manisfestando seu amor pela natureza e com certeza será tambem um destemido aventureiro a exemplo do seu progenitor.




Ricardo, por sua vez, já fez de tudo, ou quase tudo. O risco é constante e sua trajetória merece destaque. O convidei a fazer uma exposição da sua vida e experiencias com riscos e recebí com muita honra esse material, brilhantemente redigido, que agora passo a dividir com voces .


Se as seguradoras que criam tantas dificuldades em subscrever riscos de pessoas, sabendo do perfil do Bruno e do Ricardo, talvez os condenem a não ter seguro. Porque ? Pelo seu destemor.


Vejam e tirem suas conclusões.


Nosso foco do assunto, lembrem-se, é RISCO !




DEPOIMENTO DE RICARDO SERRAVALLE

. A convite de meu grande e estimado amigo Professor Nelson Uzêda da Excelsior Seguros venho escrever sobre os riscos de alguns esportes. Riscos estes que posso falar com certa experiência já que em minha ainda curta passagem por esta vida tive a oportunidade de experimentar os mais variados e praticá-los com maior ou menor intensidade.

Gostaria de deixar bem claro que sou apenas um administrador de empresas e não sou formado em medicina, educação física ou em alguma profissão da área de saúde, apesar de ter uma boa experiência por minhas entradas reinscindentes em hospitais e emergências, principalmente no COT - Clínica Ortopédica e Traumatológica aqui de Salvador/BA onde até possuo um cartão de cliente especial (risos).

Desde criança fui muito ligado a esportes, dentre outros aos quais pratiquei sem menos importância cito os mais relevantes como o futebol onde joguei por quase 5 anos no E.C. Bahia, depois veio a natação onde aos 13 anos cheguei a ser campeão baiano, posteriormente as artes marciais através do Kickboxing (onde fui campeão baiano, brasileiro e sul americano), o Jiu-Jitsu (campeão baiano) e Boxe, culminando ultimamente com o Triathlon.

Nestes meus 33 anos de vida, tenho experiência de cerca de 22 anos de prática esportiva quase initerrupta o que me credencia para falar um pouco sobre os riscos do esporte.

Há algum tempo, em uma entrevista, o Jô Soares, disse que preferia ser gordinho e não praticar esportes porque ele percebeu que poucos atletas chegavam a velhice com uma boa saúde física e poucos passavam dos 80 anos de vida. Neste dia eu refleti sobre o que o Jô falou e percebi que de certa forma ele estava certo, apesar de parecer uma incoerência, afinal, os atletas refletem as aspirações humanas da perfeição da saúde, do desempenho e capacidade física, são como nossas referências, como estes seres maravilhosos não poderiam ter um final de vida com a mesma saúde que não atletas?

A resposta é simples, os atletas trabalham no limite forçando seus corpos a darem sempre mais, fazendo daquele ditado “ao saber que não era impossível ele foi lá e fez” o seu paradigma em busca do superar-se continuamente e com isso a sobrecarga suportada pelo seu corpo ainda jovem durante os seus anos de atividade extrema somente aparecerá quando da interrupção das atividades e sedentarismo que acompanha uma grande parte dos ex-atletas de alto rendimento. Com o término da carreira, seja ela muitas vezes por contusões ou pelo inexorável tempo o ex-atleta relaxa, tende a comer mais, perder noites, muitos passam a beber e a não se privar mais de tantas coisas como o que tivera que fazer anteriormente, a parte muscular do atleta tende a reduzir sensívelmente, no entanto, ainda assim, neste ponto o ex-atleta (em geral) levará o benefício de uma musculatura mais rígida e forte o que aliviará alguns sintomas que sedentário, no entanto, em relação a parte esquelética e articular os ex-atletas de alto rendimento tendem a desenvolnver patologias como artrose, artrite e outras, problemas causados pela excessiva carga sobre as articulações do corpo. Porém é sempre bom frisar que tudo depende muito da atividade relacionada, do esporte praticado, do nível de resposta do atletas a atividade, da criticidade do esporte seja de maior ou menor impacto, da vida útil do atleta, entre outras especificidades.
Acredito que os atletas sejam pessoas com o destino diferenciado como a bela e digna tarefa de melhorar a raça humana em termos fisiológicos, passando o seu DNA para futuras gerações que terão uma maior capacidade física, atlética e que continuará a levar o ser humano a quebra dos seus limites, culminando numa capacidade de sobrevivencia aumentada. Acredito que a maioria dos atletas não escolheria ficar velhinhos e com saúde a deixar de realizar os seus feitos durante a juventude. Pelo menos eu não penso assim, claro que gostaria de viver muito bem e com saúde até uma idade avançada enquanto pudesse ter lucidez, no entanto, agora enquanto ainda jovem, prefiro viver a experiência de vencer meus limites, quebrar barreiras, superar obstáculos, criar desafios físicos e psicológicos, estar em contato e interagindo diretamente com a natureza e ter a sabedoria para poder transferir todo esse aprendizado para a vida normal cotidiana, afinal, não sabemos o dia de amanhã e a vida aqui na terra é muito curta e temos que fazer o que gostamos. Se você gosta de esporte, faça seu esporte, se deseja ser um atleta de ponta treine para isso, se deseja apenas manter a forma física ótimo, treine também. Faça o que gosta de fazer, não escolhemos nosso destino por acaso, portanto, viva intensamente, porém sabendo os riscos que corre para cada atividade que escolher realizar. Se for um escritor ou pianista poderá desevolver uma LER, se trabalhar com computação poderá ter problemas sérios na coluna cervical, se for um executivo poderá ter problemas decorrentes de pressão, estresse, etc. No meu caso, como esportista eu quis ser jogador de futebol e joguei como goleiro, em razão disso convivi por anos com escoriações nos joelhos, braços e lateral das pernas além de algumas fraturas e torções nos dedos das mãos, como lutador quebrei o nariz 06 vezes, tive a mão quebrada pela cabeça dura de um adversário, rompi o ligamento cruzado anterior do joelho, e os ligamentos do tornozelo além de fraturas em ambos os casos, tive distenções musculares que perdi a conta, andei de moto e tomei algumas quedas, de bicicleta e skate mais algumas, quando aprendia a andar quantas vezes eu caí, mas no fundo sempre tive a certeza de que tudo valeu e ainda vale muito a pena, afinal viver é se expor ao mundo, aprender com os obstáculos, superá-los ou dar a volta neles e saber que nunca poderemos evitar que algo extraordinários nos ocorra mesmo que estejamos atentos e nos poupemos. Uma prova disso é que recente mente tive 03 AVCs isquêmicos resultantes de um problema congênito no coração que poderia ter acabado com a minha vida, graças a Deus não tive sequelas e uma parte disso agradeço aos anos de prática esportiva e pude corrigir o defeito com a implantação de uma prótese via cateterismo, isso foi há cerca de 120 dias e na segunda-feira passada fui liberado pelos médicos para voltar as atividades físicas normalmente, ou seja, voltar a viver plenamente.
Sei que se o diagnóstico fosse contrário e não pudesse mais fazer meus esportes na intensidade com que fazia ou até não pudesse mais praticá-lo com toda certeza ficaria inicialmente muito decepcionado e triste, porém tenho certeza que, após este período dedicaria este meu entusiamo e energia para fazer as coisas dentro dos meus limites, afinal, nada tira a minha alegria de viver, de me sentir vivo e em paz comigo e meu espírito imortal.
Conheço exemplos e mais exemplos de pessoas maravilhosas que começaram a realizar atividades físicas com idade já avançada, e após uma vida inteira de sedentarismo, no início do ano vi um documentário de um senhor que estava com 74 anos de idade e que estava prestes a realizar o seu primeiro Ironman, para quem não sabe é uma prova de triathlon realizada em apenas um dia e com as distâncias de 3,4 km de natação, 180km de ciclismo e para fechar uma maratona de 42 km e ele só havia saído do sedentarismo aos 70 anos.
Nós criamos os nossos medos, nós criamos a nossa coragem, nós somos responsáveis pelo que fazemos e pelos riscos que assumimos, os desafios estão em nossa cabeça e superá-los ou não é uma resposta que só o seu espírito saberá.
Ao teu ramo profissional meu amigo Nelson, cabe a tarefa de amparar as nossas loucuras e nos manter seguros durante os riscos que assumimos, que o digam os organizadores de provas e eventos esportivos que já escaparam de muitos prejuízos caso não tivessem contratado um bom seguro para os seus eventos.

Grande abraço do seu amigo de sempre,

Ricardo Serravalle








sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DIFERENCIAR É UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA


A cada dia observamos que o produto seguro Automóveis, que é um seguro de demanda, está deixando de ser o “ grande negócio “ dentre os ramos de seguros existentes. Isso porque a acirrada concorrência impõe a redução das condições comerciais propiciando assim uma grande perda de receita para o Corretor, que busca sempre reduzir os custos do seguro para seu cliente em face de uma concorrência desleal e predatória que observamos no nosso mercado. A decisão de compra do consumidor se limita a definir qual o custo mais barato dentre as seguradoras que irá assumir este risco.

A propósito deste assunto é que prestamos assessoria ao mercado sugerindo e orientando com um trabalho totalmente diferenciado e com a consultoria e atendimento adequado às necessidades dos consumidores .

Dentre os produtos que sugerimos e que podem ser melhor explorados de forma direta podemos destacar seguro de Riscos de Engenharia, Garantia de Obrigações Contratuais , Riscos Diversos , Seguro de Equipamentos em Geral , Responsabilidade Civil Geral englobando Profissionais de Saúde, Eventos em geral, Prestação de Serviços em locais de Terceiros, Multirrisco Empresarial / Industrial e Residencial, onde temos condições bastante competitivas, alem de excelentes condições comerciais

Prestamos uma assessoria técnica local de forma bastante diferenciada e rápida, atuando na elaboração dos planos de seguro dentro do perfil, características e particularidades das empresas seguradas quanto ao melhoramento do seu custo x benefício.

Saia dessa rotina empresarial, saia dessa zona de " falso conforto " faça diferente, não espere que seu concorrente saia na frente.
É uma questão de sobrevivencia da sua empresa !
Nos procure e veja os bons resultados.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

GRIPE SUNIA -SEGURO PARA TURISTAS NO MEXICO


As autoridades da Cidade do México anunciaram um novo plano para tentar atrair turistas afastados pelo surto da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- no país: um seguro gratuito para todas as pessoas que se hospedarem na capital. A oferta prevê que, até dezembro, cada hóspede dos hotéis locais receberá um cartão com um código e um número, que dará direito a um seguro de saúde e de viagem. "O seguro está sendo motivado pela gripe, mas também cobre outros incidentes, como questões de segurança ou perda de bagagem", explicou Carlos Arnau, secretário de Turismo da Cidade do México. "E se a pessoa sofrer algum problema nas ruas, contará com assistência judicial." Segundo as autoridades, a capital mexicana já não apresenta tantos riscos por causa da gripe suína e é a primeira cidade do mundo a oferecer um seguro com essas características. Imagem arranhada A ocupação nos hotéis da Cidade do México caiu cerca de 5% em abril, quando surgiram os primeiros casos da doença. Segundo o correspondente da BBC, Stephen Gibbs, a reputação da capital foi gravemente arranhada pelo surto da gripe suína. Boa parte das lojas e dos escritórios teve que permanecer fechada, e uma grande número de habitantes só saía às ruas de máscara --a imagem desanimou milhões de turistas que planejavam visitar a cidade e acabaram cancelando a viagem. Agora, os hotéis e restaurantes reclamam que os negócios ainda estão sendo vítimas dessa imagem. Segundo as autoridades, o verão registrou a pior queda no número de visitantes desde a década de 80, quando começou a contabilização oficial do fluxo de turistas no México. Algumas companhias aéreas reduziram dramaticamente os voos programados para as praias mexicanas, e os cruzeiros marítimos internacionais ainda evitam os portos do país. O turismo representa 8% do PIB (Produto Interno Bruto) do México e emprega diretamente 2 milhões de pessoas.
Data: 03.08.2009 - Fonte: BBC

quinta-feira, 30 de julho de 2009

GRIPE SUINA II - AUMENTO NA SINISTRALIDADE



PLANOS DE SEGUROS ENSAIAM REAJUSTAR MENSALIDADES


O aumento no movimento dos hospitais por causa da gripe suína está impactando nos custos das operadoras de planos de saúde.O crescimento provocado tanto por pessoas infectadas quanto por aqueles que correm para as unidades particulares com sintomas parecidos chega a 20% no volume de consultas e exames. Empresas já fazem os cálculos e têm a intenção de repassar os gastos para os clientes.O maior uso pelos planos foi confirmado pela Federação Nacional de Saúde Suplementar, que não calculou o impacto nos custos.O presidente da Abremge, Arlindo Almeida, que representa as empresas de medicina de grupo, disse que é cedo para falar em reajuste, mas admite que, se a situação sair do controle nos próximos meses, pode haver repasse. Em nota, a Agência Nacional de Saúde Suplementar disse que o reajuste dos planos individuais se baseia, entre outros fatores, "na variação relativa à oferta e utilização de procedimentos e eventos em saúde que fujam da curva histórica". O percentual só será calculado no ano que vem. Já nos planos coletivos, aumento depende de cada contrato.


Fonte : O dia 20.07.09



A GRIPE GANHA ESPAÇO


A Rede Globo confirmou que a jornalista Sandra Annenberg, apresentadora do noticiário Jornal Hoje, está mesmo com gripe H1N1 (suína). A jornalista está afastada do trabalho desde o dia 22 deste mês, quando houve a suspeita de contaminação. Ela passa bem e deve voltar ao trabalho em breve, segundo informou a emissora.
Este não é o primeiro caso de gripe H1N1 entre apresentadores da Rede Globo. No mês passado, André Marques, um dos apresentadores do Video Show, também foi acometido pela doença. Ele contraiu o vírus em viagem para a Argentina onde foi gravar um programa ao lado da apresentadora Angélica.
A gripe suína também rendeu outros problemas para a emissora. No início deste mês, quando o número de mortes pela doença ainda era pequeno no Brasil, a Rede Globo cancelou gravações de cenas da próxima novela das seis, "Pelo Avesso", na Bolívia e Chile, para evitar que o elenco contraísse o vírus. Por conta da mudança, as cenas que seriam gravadas no Salar de Uyuni, deserto de sal na Bolívia, e no deserto de Atacama, no Chile, foram registradas nos Lençóis Maranhenses. A modificação acabou atrasando o cronograma de estreia da trama, que estava prevista para o dia 7 de setembro. Por conta das mudanças, a novela deve estrear duas semanas após o previsto.


Fonte : A tarde Online 30.07.09

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ADEUS MICHAEL



Seguro de vida cobre overdose, mas não morte natural
O cantor americano Michael Jackson, que morreu quinta-feira 25 de junho aos 50 anos, teve sua vida marcada pelo sucesso e devoção dos fãs.
Randy Phillips, chefe-executivo da empresa AEG, disse que o seguro de vida de Michael Jackson é de US$ 17,5 milhões, mas o banco Lloyd's não pagaria esse valor aos descendentes do astro se ele viesse a falecer de morte natural. Phillips disse ainda que esse valor, que, por contrato, cobriria inclusive a morte por overdose, não é o suficiente para pagar os gastos de Michael com a produção do show que não chegou a acontecer, somado as dívidas e aos pagamentos de sua equipe e do aluguel da casa onde Michael morava, cujo valor gira em torno de US$ 25 a US$30 milhões.
O site TMZ, primeiro a dar a notícia da morte de Michael, divulgou que o caixão de Michael Jackson foi encomendado na noite desta quinta-feira, 2, e custou US$ 25 mil. O modelo Promethean da Batesville Casket Company é de bronze maciço, coberto com ouro 14 quilates e forrado com veludo azul, além de ter acabamento espelhado. Ainda segundo o portal, o caixão é do mesmo modelo que foi usado para enterrar o rei do soul, James Brown, que morreu em Atlanta, no sul dos Estados Unidos, em dezembro de 2006
Te contei 03.07.09 e terra 03.07.09

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PRAZO DE PRESCRIÇÃO DO SEGURO DPVAT


A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira que o Dpvat (seguro obrigatório de veículos) tem caráter de seguro de responsabilidade civil e a ação de cobrança do beneficiário da cobertura deve prescrever de três anos, e não dez.

A decisão foi tomada durante o julgamento de um processo remetido pela 4ª Turma.

O caso trata de uma viúva de um homem atropelado em 2002 que deu início à ação apenas em 2006. O juiz inicial negou seguimento ao pedido, afirmando estar prescrito o direito da autora de buscar a indenização. O Tribunal de Justiça paulista manteve o entendimento.

Para o relator, ministro Luis Felipe Salomão, o Dpvat teria finalidade eminentemente social, de garantia de compensação pelos danos pessoais de vítimas de acidentes com veículos automotores. Ele sustentou que, diferentemente dos seguros de responsabilidade civil, o Dpvat protegeria o acidentado, e não o segurado. Na avaliação de Salomão, a prescrição aplicada seria a da regra geral do Código Civil, de dez anos. O entendimento foi seguido pelos desembargadores convocados Vasco Della Giustina e Paulo Furtado.

Já o ministro Fernando Gonçalves divergiu do relator. Para ele, embora o recebimento da indenização do seguro obrigatório independa da demonstração de culpa do segurado, o Dpvat não deixa de ter caráter de seguro de responsabilidade civil. Por isso, as ações relacionadas a ele prescreveriam em três anos. O voto foi acompanhado pelos ministros Aldir Passarinho Junior, João Otávio de Noronha e Sidnei Beneti.

Data: 12.06.2009 - Fonte: Terra

terça-feira, 2 de junho de 2009

ENTENDA COMO FUNCIONA O MERCADO DE SEGUROS CONTRA ACIDENTES AÉREOS


Empresas fazem apólices tanto para a aeronave quanto para as vítimas.

No Brasil, governo exige 'seguro obrigatório', de liberação mais rápida.


O mercado de seguros para empresas de transporte aéreo de passageiros está, segundo especialistas, entre os que envolvem as maiores quantias para indenizações.

Cobertura completa: voo 447

A liberação dos valores das apólices geralmente envolve um “pool” de empresas, responsáveis por diferentes coberturas, fator que pode tornar o processo de indenização mais lento.

De acordo com Gustavo Cunha Mello, professor da Escola Nacional de Seguros e especialista no setor aeronáutico, no caso de vítimas fatais de acidentes aéreos, a indenização geralmente é calculada com base na renda e na expectativa de vida do passageiro. Portanto, quanto maior a renda em vida, maior será o seguro a ser recebido pela família da vítima. Existe, entretanto, um valor-limite internacional, atualmente pouco abaixo de US$ 400 mil por passageiro, definido pela Convenção de Varsóvia, da qual o Brasil é signatário.

Geralmente, segundo Mello, os acordos oferecidos pelas companhias aéreas se baseiam nesse valor. Associações de vítimas de acidentes aéreos do país dizem, porém, que é possível conseguir indenizações superiores na Justiça. Para o professor, o recebimento de uma indenização vai ter que passar necessariamente pela Justiça – no caso do acidente da Air France, esse processo deve incluir ações também ações em tribunais franceses.

“Se aceitar o acordo, a família não precisa entrar na Justiça, mas esse acordo terá de ser celebrado na Justiça, na frente de um juiz”, explica o especialista.

‘Pool’ de empresas :


No caso do avião da Air France que caiu em alto mar nesta semana, o G1 apurou que o valor da apólice da empresa envolve até US$ 750 milhões para a indenização das vítimas e cerca de US$ 180 milhões pela perda da aeronave.

Considerando que houve 228 vítimas no acidente do voo AF 447, uma apólice de US$ 750 milhões resultaria numa indenização de mais de US$ 3 milhões por pessoa. De acordo com informações do mercado, o seguro da aeronave da Air France foi feito pela AXA, ressegurado pela Gaum, em um grupo de subscritores de risco, que envolve, entre outros, a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett.

Procurado pela reportagem do G1, o grupo JLT, responsável pela corretagem do seguro da Air France, informou que não se pronunciaria sobre os detalhes da apólise.

Tempo de liberação :


A discussão e liberação dos valores referentes ao seguro dependem de diversos fatores, que passam pela apuração da culpa pelo acidente – erro humano, problema no avião ou causa externa – e também com a negociação com as diferentes empresas que estão envolvidas na apólice contratada pela companhia aérea. Para Jairo Ponce, da corretora Colemont, que atua no setor de seguros para aeronaves há 30 anos, as responsabilidades do setor de aviação são fragmentadas: a apuração pode apontar culpa da companhia aérea, da fabricante da aeronave ou até mesmo uma empresa de manutenção. “Um caso desses não começa a se resolver em menos de três anos”, explica. O advogado Leonardo Amarante, que representa 65 famílias dos acidentes da Gol, diz que conseguiu firmar acordos entre a empresa e 38 famílias de vítimas do voo 1907, que caiu após colisão com uma aeronave de pequeno porte em setembro de 2006.

Segundo ele, independente do valor da indenização, os acordos tiveram de ser aprovados por um “pool” de 11 empresas envolvidas na composição do seguro. Segundo o advogado, muitas famílias do acidente da Gol ainda estão na Justiça, tanto por indenizações maiores quanto por busca de responsabilidades no acidente ocorrido em 2006.

Amarante afirma, porém, que um acordo com a companhia aérea pode evitar que a família de uma vítima espere por mais de uma década por uma indenização. O advogado ressalta, porém, que a liberação das indenizações do acidente da Gol foi mais rápida do que geralmente ocorre em acidentes aéreos.

Para Mello, professor da Escola Nacional de Seguros, o processo da Air France envolverá dificuldades extras, como a emissão dos atestados de óbito, caso os corpos não sejam encontrados. "O atestado é o primeiro passo no processo judicial”, ressalta o especialista.

Valores complementares :


No Brasil, entretanto, um artigo do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) exige que as empresas que atuam no país, mesmo as estrangeiras, paguem um seguro chamado Reta, que funciona nos mesmos moldes do seguro obrigatório dos automóveis e garante uma indenização mínima às vítimas de acidentes aéreos.

A indenização prevista na legislação, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), está pouco acima de US$ 40 mil por passageiro atualmente.

De acordo com o advogado Leonardo Amarante, a vantagem desse seguro é que a liberação é bastante rápida. Depois da identificação das vítimas, a liberação pode ocorrer em cerca de 30 dias, segundo o advogado. Outra possibilidade de aumentar a indenização, no caso de passageiros brasileiros, é a busca por um valor extra baseado no dano moral. Segundo especialistas no mercado de aviação, o dano moral pode gerar uma indenização de 500 salários mínimos (cerca de R$ 230 mil, considerado os valores atuais).

Apuração de responsabilidades :

Amarante lembra que os familiares que buscam apurar responsabilidades por acidentes aéreos geralmente percorrem um caminho mais longo para obter resultados.

É o caso de Rosane Gutjahr, que perdeu o marido no acidente 1907, da Gol. Ela abriu processos civis e criminais, tanto na Justiça brasileira quanto na norte-americana. Há três anos, aguarda um resultado satisfatório.

“Já me propuseram alguns valores, mas eu recusei porque eles queriam que eu desistisse do processo criminal e do processo civil. Mas eu vou até a última instância, seja pelo valor (que) for. A Gol reconheceu a responsabilidade, mas retrucou contra os valores”, conta Rosane. A viúva do empresário Rolf Gutjahr diz que, caso ganhe as ações que correm na Justiça, vai doar o dinheiro para uma instituição.

“Estou cobrando da Gol a responsabilidade desse transporte. Mas, ganhando a causa, esse dinheiro não vai vir pra mim. O que eu quero fazer é chamar a atenção da responsabilidade que as empresas áreas têm que ter com os seus passageiros”, afirma. Procurada pelo G1, a Gol afirmou que prefere se manifestar sobre o assunto apenas nos autos do processo.


Fonte : Economia e Negócios - Fernando Scheller e Laura Naime Do G1, em São Paulo