quinta-feira, 5 de março de 2009

CORRETOR DE SEGUROS DEVE TER CUIDADOS


Setor de seguros projeta cenário de dificuldades para 2009
Agência Brasil

O ano de 2009 traz grande preocupação para o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro (Sincor/RJ), Henrique Brandão. Ele disse à Agência Brasil que o cenário é de muita dificuldade, contrariando estimativa da Confederação Nacional de Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), segundo a qual 2009 ainda será um ano de crescimento, embora num ritmo menor do que 2008.


“Sou empresário do setor há 43 anos e acho que vamos ter um ano muito difícil. Quem estiver apostando que o mercado no ano que vem crescerá vai cometer um erro muito grande”, disse Brandão.


O presidente do Sincor/RJ afirmou que a recessão nos Estados Unidos, que representam 30% do meio circulante mundial, provocará um freio na economia internacional.“E o mercado de seguros do Brasil vai sofrer muito. Acho que a sociedade vai passar muita dificuldade em 2009. Quem operava o crédito de longo prazo vai ter muita dificuldade, o mesmo ocorrendo com as pequenas seguradoras, os pequenos bancos. Só vai passar por esse túnel quem tiver muita responsabilidade, muito juízo e muita consciência do que está acontecendo no mundo”, analisou.


Para Brandão, o cenário de dificuldade deverá se estender até 2010.Ele espera uma desaceleração na carteira de automóveis. A queda prevista varia em torno de 3% a 4%. O mesmo deverá ocorrer em relação aos seguros de previdência complementar, avaliou.


Segundo Brandão, 2009 será marcado por muitas fusões e incorporações de empresas de seguros. Ele acredita que nos próximos dias será divulgado um grande negócio no setor, que envolverá duas das cinco maiores seguradoras brasileiras, uma das quais seria a Bradesco Seguros.


Para o presidente do Sincor/RJ, a retomada do setor de seguros no Brasil só ocorrerá a partir de 2011. Disse que a grande crise, no atual cenário mundial, é de credibilidade. “E quando essa crise de credibilidade ocorre no maior país do mundo [os Estados Unidos], o grau de ressonância dela demanda no mínimo 12 meses. Essa crise começou em 2007, está entrando em 2008, mas, na verdade, ela vai ser sentida no pequeno empresário e no pequeno consumidor em 2009”.


Os efeitos da crise em termos de redução e encarecimento do crédito, falta de mercadorias e desemprego serão percebidos em 2010, prevê Brandão.


Para nós, o recado e as previsões de Brandão são muito importantes para os corretores de seguros. A cautela da carteira, o sacrifício da corretagem, os cuidados especiais com a carteira de renovação, cuidados com a Gestão e Relacionamento com o Cliente são focos fundamentais de atenção para o Corretor de Seguros, a partir de já.... Principalmente, aqui no mercado da Bahia, onde impera certa volatidade na migração de apólices, tanto no âmbito das seguradoras, quanto na carteira de corretores. Esperamos que Bradão não esteja tão certo, que a economia do capitalismo encontre a varinha de condão. Enquanto isso não ocorre é muito bom o corretor começar a elaborar um planejamento de manutenção da sua atual carteira.

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